09 de agosto de 2026

Nova Ubiratã

Política

Vereadores no Nortão denunciam ao TCE má conservação de rodovias

Vereadores por Tabaporã (190 km de Sinop) tiveram audiência com o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Sérgio Ricardo, e denunciaram má conservação das rodovias. O vereador Joari Nogueira relatou que os quatro trechos estaduais que dão acesso ao município, na MT-410, MT-325, MT-328 e MT-220, estão danificados e que a ponte no rio Macaco, que conecta diversas comunidades da região, cedeu, resultando em acidentes e mortes.  “Estamos com muita dificuldade, tivemos acidentes, perdemos vidas, muitas vezes por desmazelo. Estamos correndo risco de, a cada dia, perder mais vidas. Por isso precisamos da intervenção do Tribunal”, declarou. 

O vereador Cleiton Alves apontou supostas irregularidades no abastecimento de veículos da prefeitura. “O carro da prefeitura abastece e a pessoa assina sem ter o valor abastecido”, acusou, acrescentando que o posto não seria o vencedor da licitação.

O parlamentar também apontou que a empresa contratada para construir uma pista de caminhada foi multada em Novo Horizonte do Norte e que a obra estaria sendo executada com máquinas e servidores da prefeitura.

De acordo com o presidente, os documentos serão encaminhados ao relator das contas de Tabaporã para análise. “Não estamos fazendo juízo de valor. Estamos recebendo a denúncia de quem fiscaliza, que é o vereador. O Tribunal de Contas é uma instituição que existe para fiscalizar a destinação correta do dinheiro público”, afirmou. 

O presidente reforçou a responsabilidade do gestor na aplicação dos recursos e cobrou transparência na divulgação das despesas. “O gestor tem que ter o máximo de cuidado de como ele lida com o dinheiro público, porque tudo tem lei. Com relação à questão de preço, valor, nota fiscal, tudo tem que ser muito bem-organizado.”

Ao analisar os índices do município no Platão, ferramenta de fiscalização do TCE, Sérgio Ricardo destacou que Tabaporã está inadimplente com a prestação de contas anualo, citou o volume elevado de compras realizadas sem processo licitatório, que chegam a R$ 12 milhões. “Nada pode ser gasto sem processo licitatório ou com inexigibilidade. Para tudo tem um padrão. Isso tudo será analisado nas contas. É preciso ver a justificativa do prefeito na prestação de contas”, reforçou o presidente.

Fonte: SÓ NOTÍCIAS

Escrito por: Redação

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