Política
O deputado federal de seis mandatos, Wellington Fagundes (PR), que encabeça a chapa ao Senado na coligação Amor à Nossa Gente, deixa claro em seus discursos a experiência na vida pública e o municipalismo como principais bandeiras para conseguir a única cadeira que está em disputa no Senado. Com este discurso, o republicano tenta "minar" os dois adversários Rogério Salles (PSDB) e Rui Prado (PSD), ao relacioná-los ao setor do agronegócio.
Isso porque, segundo Wellington, ambos estão colocando a “carroça na frente dos bois”, tendo em vista que eles não possuem uma visão ampla, mas sim voltada para o setor produtivo. Para o deputado, é preciso primeiramente pensar em escolas, saúde, segurança para as pessoas, visto que isso também trará benefícios ao setor. “Eu vejo os meus concorrentes falando que são representantes do agronegócio, como se o Estado só vivesse deste setor. Parece que as pessoas estão num segundo plano”, explica.
Quanto ao perfil de municipalista, Wellington acredita que o Estado precisa de um senador com esta característica, uma vez que, segundo ele, é papel deste parlamentar trazer benefícios aos municípios. “Quando eu vejo um candidato falando que não é função de um senador trazer ponte, estrada, ele está fora da realidade”, diz se referindo à Constituição.
Caso seja eleito, o deputado argumenta que seu “carro-chefe” no Senado será a logística. Entende que Mato Grosso está em pleno desenvolvimento e, por isso, são necessários investimentos em rodovias, hidrovias e ferrovias para fazer a integração. “A logística é fundamental, com um bom funcionamento vai proporcionar o desenvolvimento e qualidade de vida, na educação, saúde e no agronegócio também”.
Pacto Federativo
Outra questão que deve tomar conta das pautas de Wellington, caso seja eleito ao Senado, é acerca da revisão do Pacto Federativo. Acontece que, segundo o republicano, é necessária uma Reforma Tributária para que sejam remanejados os recursos da União, dos Estados e dos municípios. Para ele, o orçamento ainda está muito concentrado nas mãos do governo federal.
Com isso, Wellington defende acabar com a burocracia tendo, somente, um único imposto que seria distribuído entres os governos, o CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Para sustentar esta ideia o parlamentar propõe que 1% de todas as transações bancárias seja repartido diretamente para União, governos estaduais e prefeituras. Conforme o deputado, o sistema bancário é moderno e teria condições de organizar as distribuições.
Segundo Wellington, esta ideia, inclusive, tornam nulas as emendas, uma vez que os municípios teriam seus recursos sem a necessidade da mediação por meio dos parlamentares. “O intuito é parar com as idas e vindas de prefeitos a Brasília com pires na mão. Se fizer isso pode até acabar com as emendas parlamentares. Mas hoje o sistema é assim concentrado na União”.
Fonte: Rdnews
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